1-800-ALIVE
"어디든 가치가 있는 곳으로 가려면 지름길은 없다."
You got everything to give right now.

Kang Doyoon 🏀
Studying Medicine.
April 1st, 1997
Aries sun, Scorpio rising
ENFJ
Neutral Good
183cm
Basketball & Astronomy
negative traits: proud and manipulative.
positive traits: empathic and determined.

Personalidade:
Doyoon é honesto, persistente, extrovertido e responsável. Ele costuma ser visto como o "típico príncipe encantado", alguém positivo, amoroso, preocupado com outros, sempre faz piadas, inteligente e que defende seus ideais mesmo que isso cause um atrito com outra pessoa. É dono de uma liderança nata acompanhada de um carisma incrível, um orgulho imenso e uma competitividade mais incrível ainda, às vezes, transparece ser convencido, arrogante e tem problemas em se abrir emocionalmente para outras pessoas devido a traumas do passado.

Trivia:
• O pai dele era um cirurgião cardíaco famoso e sua mãe é uma herdeira do ramo hospitalar, ambos costumavam administrar hospitais na área de Seoul. E possui quatro irmãs.
• Joga basquete desde o ensino fundamental e sempre foi interessado por astronomia.
• Fala fluentemente três idiomas: coreano, inglês e japonês.
• É muito competitivo e odeia perder.
• Seu maior guilty pleasure é assistir musicais e conversar sobre teorias de conspiração.
• Sua família é conhecida no ramo hospitalar, o pai era uma cirurgião cardíaco renomado, sua mãe administra dois hospitais na área de Seoul e seu avô é tanto médico quanto administrador.
• Descobriu o amor pelo basquete durante o ensino fundamental, foi capitão de equipe na escola e continua jogando até hoje. O que o fez uma pessoa competitiva demais e que odeia perder.
• O pai tem uma grande influência em sua vida, desde o amor pela medicina, a escolha da especialização até a forma como ele encara a vida. Sempre aproveitando as coisas mais triviais, lidando positivamente com qualquer problema e tentando ser sempre uma boa pessoa.
• Adora cuidar e proteger as pessoas que ama, mesmo que isso coloque seu próprio bem-estar em risco.
• Seu objetivo é ser neurocirurgião.
• Foi alvo de abuso psicológico, fisíco por parte do avô, ao mesmo tempo que era obrigado a fazer isso com outras pessoas. Se sentiu culpado por gostar da sensação de não ser a vítima pela primeira vez em sua vida.
• Só namorou uma vez e não durou por muito tempo por problemas de comunicação entre os dois.
• Mesmo sendo uma pessoa boa, ele tem uma escuridão dentro de si que está controlada faz três anos por estar longe do avô, mas ele é propenso a liberar isso em algum momento.
Likes: história em quadrinhos; indie&rock; passeios ao ar-livre; som da chuva; filmes ruins; positividade; astronomia; livros de investigação; lawℴ chás.
Deslikes: Negatividade; gritos; falsidade; egoísmo.

Headcanon Connections Development

Headcanon
Doyoon nasceu em 1997 na cidade de Gunpo, próxima a capital coreana, sendo o único menino de uma família de cinco. Todo o luxo e conforto que o envolvia veio do suor do pai, Hodong, um renomado cirurgião cardíaco oriundo da classe baixa e da fortuna de sua mãe, Jiwon, uma herdeira do ramo hospitalar. Apesar de terem crescido em ambientes diferentes, os pais do coreano se conheceram em um simpósio no final dos anos 70 e ao entender o amor do outro pela medicina e por ajudar o próximo, o sentimento foi tão avassalador que eles se casaram um mês depois. Claro que a família de Jiwon tentou dissuadi-la com manipulação e ameaças, mas ela nunca deu o braço a torcer e seguiu com a união que durou por bastante tempo.
A infância do garoto foi repleta de amor, honestidade e criatividade, os progenitores o estimulavam ao diálogo aberto, às artes e amar as coisas triviais da vida, mas nada disso era tão poderoso quanto o amor pela medicina que se formava dentro dele. Seu pai era um grande contador de histórias e adorava transmitir o impacto que tinha na vida das pessoas através do trabalho que fazia e ainda que o coreano fosse novo, já sentia que esse sentimento de satisfação era preciso em sua vida também. Ele sempre teve gosto pelos estudos, se empenhava academicamente, estava disposto a aprender novas línguas e mergulhar em rios de livros. Era constantemente elogiado por sua liderança nata, sua curiosidade, sua bondade, sua forma positiva de encarar problemas e sua simpatia, não é atoa que foi presidente de classe duas vezes, capitão do time de basquete e ainda costumava receber medalhas de honra pelo perfeito histórico escolar. Obviamente ele também era criticado por ser orgulhoso, competitivo e convencido, seu pai dizia que ele seria um ótimo neurocirurgião se conseguisse balancear o lado bom versus o lado ruim de sua personalidade. E esse acabou se tornando o seu maior objetivo.
A vida dos Kang seguia o percurso natural, no entanto, uma tragédia aconteceu: Hodong, o patriarca, sofreu um acidente automobilístico enquanto voltava para casa. Os médicos fizeram o possível para ajudá-lo mas já sentiam que o companheiro havia partido; sete horas depois veio a confirmação da tragédia, Hodong havia sofrido uma morte encefálica. Sua mãe estava em pedaços, as irmãs desesperadas e Doyoon sentia a pressão de ser o “homem da casa” com apenas 16 anos pesar imediatamente; ninguém conseguia lidar com a situação e então, seu avô materno decidiu tomar à frente. Os acolheu, fez os procedimentos para o velório e ajudou sua mãe ficar de pé após tanta dor. Mas nem tudo era um mar de flores.
O avô tinha o hábito de maltratá-los por serem parecidos com o pai e como Doyoon era o único garoto nessa família de cinco, ele implorava para levar as surras ou ser queimado por cigarro no lugar das meninas e o avô aceitava de bom grado a troca, fazendo do garoto seu alvo principal. O emocional do coreano estava rasgado ao meio, mas ele continuava firme para que ninguém além dele sofresse com os mal-tratos, não tendo nem mesmo coragem de contar para a mãe ou para os amigos da escola sobre. Ele basicamente agia normalmente quando estava fora de casa e ao chegar tudo parecia desmoronar, mas o que o mantinha de pé era sensação de missão cumprida: Quem era imaginar que por trás daquele rosto sorridente, simpático e angelical existia tanta dor?
Nos anos seguintes quando estava próximo de terminar o ensino médio, o avô encontrou outra forma de perturbá-lo: O obrigava a coagir, agredir e chantagear quem tentasse expor os esquemas sujos do avô.
Doyoon detestava saber que estava machucando outra pessoa, mas aqueles momentos em que ele tinha o controle da situação, que ele era o responsável pelo sofrimento de alguém - ao invés de ser a vítima - acabaram servindo como escape para ele. E quando notou, já estava arrumando briga fora da escola ou ameaçando expor segredos sujos de funcionários do avô; ele havia sido corrompido pela sensação de poder. Porém, ainda que tivesse todas essas atitudes, nunca esqueceu o sonho da infância e nunca demonstrou a escuridão que existia por debaixo da máscara que vestia ao mundo.
Após ter finalizado o ensino médio e motivado por fotos antigas do pai decidiu ir para a Taebaek Valley University, escolhendo cursar Medicina. Recebeu o apoio da família e do avô, - já com segundas intenções - porque todos acreditavam que ele deveria tentar. Por ser a primeira vez longe dos abusos e da família, essa pode ser uma oportunidade única de cura emocional, ou então, ele acabará descobrindo que não há mais volta em separar os dois lados de si.
Development




I'm afraid of what I've become.

Hard times.

#TW: menção a morte e agressão física.
01 de setembro, 2020. 18h.
Desde pequeno, o Chuseok era um dos feriados preferidos de Doyoon porque havia aprendido que essa data era importante para que todos pudessem demonstrar gratidão pelos antepassados que os protegiam e os cuidavam, com o falecimento do pai, esse feriado se tornou vital para que pudesse conversar e agradecê-lo por tudo que fez para si. Mas as coisas seriam diferente esse ano pois havia sido forçado a fazer outros planos ao ser desconvidado por sua mãe - por respeito ao avô - a passar a data com a família.
O pedido de sua mãe havia o magoado e o deixado triste de um jeito que nunca havia acontecido antes e talvez não ficar sozinho não fosse a melhor escolha, afinal, os colegas e amigos iriam para uma excursão que talvez contribuísse para que pudesse esquecer esse sentimento horrível que estava o corroendo por dentro. O coreano parecia ter conseguido desligar a mente do mundo "exterior" mas a situação mudou quando sua irmã mais nova comentou no Twitter que estava indo visitar o pai.
Todo aquela sensação horrível e dolorosa atingiu Doyoon, o fazendo comentar aquilo com grosseria, se arrependendo no momento que apertou o enviar. Mas era tarde demais, Seoyeon já havia lido e ficado irritada, entendia muito bem o jeito genioso da irmã mas não esperava ler palavras tão duras vindo dela. Ser chamado de egoísta, dramático e descobrir que a mãe havia inventado uma mentira sobre a falta de sua presença, o deixou completamente sem chão. Não julgava a garota por ter dito aquilo, ela não sabia sobre o motivo dele não frequentar a casa do avô, não sabia sobre os abusos constantes que Doyoon sofreu para proteger as irmãs, não sabia sobre as mentiras da mãe e sobre nenhum "sacrifício" que ele fez em prol da família. Se fosse em qualquer outra ocasião, teria levado a culpa quieto, teria pedido desculpas. Mas não aguentava mais e precisava responder às acusações à altura mesmo que isso significasse uma ruptura no relacionamento que tinha com a irmã.
Pela primeira vez em anos, sentiu um nó na garganta e sentia-se cansado de carregar o peso de toda essa angústia sozinho, não era fácil se abrir emocionalmente ou admitir quando algo o havia machucado mas tudo que aconteceu ao longo da semana havia passado dos limites. Imediatamente pensou em ligar para Minju, mas não queria que ela ficasse preocupada á distância e por isso, decidiu mandar uma mensagem para Minah, uma amiga que estava na excursão. Ela era alguém que confiava o suficiente para finalmente abrir o coração, por mais ridículo que isso pudesse soar.
Depois de uma breve troca de mensagens, os dois combinaram de se encontrar no quarto dela porque estaria vazio e assim poderiam conversar sem que ninguém os atrapalhasse. O caminho até o local combinado foi torturante para Doyoon que lutava silenciosamente contra suas emoções, tentando se segurar o máximo possível.
[..]
Porém, no instante que seus pés adentraram o cômodo ao qual foi recebido pela amiga, o nó em sua garganta se desfez, as pernas cederem e sucumbiu ao que tanto segurava. Pode-se dizer que ele ficou com medo da reação da mais nova ao vê-lo no chão mostrando sua verdadeira face, chorando descontroladamente mas não conseguia parar. Tentava explicar a situação ou o que sentia conforme era questionado, só que falhava em todas as tentativas. O coreano estava desesperado mas a aproximação de Minah, seguido pelo abraço e o carinho em seu cabelo transpareciam como um sinal de que não havia julgamentos entre os dois, que ela realmente se importava e isso foi o suficiente para arrancar uma confissão guardada a tanto tempo. — Eu sinto falta do meu pai.
E então, foi pego de surpresa pelo choro de Minah, não sabia se ela havia se compadecido ou se outras coisas estavam na mente dela, independente disso, ele decidiu dar o mesmo conforto que recebeu dela, a abraçando bem forte e dando leves tapas nas costas dela, murmurando que tudo ficaria bem até que os dois se acalmassem.
I don't now where to go, what's the right team?
I want my own thing, so bad I'm going scream.
23 de novembro, 2020.
O início da semana de provas trazia à tona a ansiedade crescente no peito de Doyoon, depois de um final de semana ao redor de amigos qualquer um poderia pensar que dias agitados como os que viriam pela frente não seria nenhum problema, mas na realidade, muita coisa que se passava na cabeça do estudante de medicina. Estava na Taebaek para valorizar o legado e orgulhar o pai, só que ao longo dos semestres sentia que não estava atingindo seu verdadeiro potencial, sentia-se fracassado e era como se um pedaço de si estivesse faltando. Talvez uma coisa que o fizesse ir além do que já havia imaginado, talvez uma coisa que o fizesse recuperar a motivação sem desviar dos seus objetivos.
E a oportunidade "perfeita" bateu à sua porta naquela tarde de segunda-feira quando um representante do time atlético de uma faculdade em Cambridge, Massachusetts entrou em contato dizendo que havia assistido alguns jogos do coreano e que a organização que atuava estava interessada em ter o garoto no time para as competições da NCAA. Sem contar que o conhecimento que ele teria em medicina seria diferente do aprendizado da Coreia do Sul, o que poderia dar um gás para quando precisasse se aprofundar na carreira que tanto sonhava e ah, o melhor de tudo seria estar no "palco" onde muitas descobertas astronômicas tomavam forma. Muitos pontos positivos surgiam em sua mente mas os negativos de pouco a pouco tomavam espaço: Não estaria mais perto das irmãs, dos amigos e nem mesmo da sua namorada; era improvável se imaginar longe dessas pessoas mas também parecia improvável recusar uma oportunidade como essa.
Mas só de pensar em ter que encarar os amigos e largar tudo o que tinha construído para trás parecia insanidade, deixar a Minju parecia crueldade; ainda mais depois de tudo que haviam passado. Doyoon sempre foi de seguir mais o coração do que a cabeça e naquele momento, se via em conflito total sobre quem estava certo ou errado.
"Voices in my head, tell me they know best, got me on the edge."
30 de dezembro, 2020.
Os dias haviam se passado desde o último contato com o representante, ainda estava agoniado e não sabia qual decisão tomar. Passava os dois analisando mil possibilidades, mil motivos e isso já começava a afetá-lo emocionalmente e fisicamente; passando mal ou sentindo dores musculares. Chegou até a comentar com uma amiga sobre uma possível transferência mas o assunto não se estendeu e por não aguentar mais a situação, decidiu desabafar com Yubin - sua irmã mais nova - para que ela pudesse aconselhá-lo. Após horas de conversa, entre surtos e choros, Doyoon tomou sua decisão final e no mesmo dia, reuniu seus amigos mais próximos - Minsu, Ren, Seonghwa e Minju - para dar a notícia.
— Vocês lembram que a gente assistiu High School Musical 3 na semana passada e ficamos rindo durante o surto que o Troy teve enquanto escolhia o que ia fazer da vida? — Indagou em meio á uma risada, logo, completando sem esperar respostas. — Pois é, quem ia imaginar que eu ia me enfiar no mesmo buraco?
— Depois que a gente voltou da praia, eu recebi uma ligação de um olheiro, ele veio me escoltar pro time de basquete dele. Cara, eu achei que era zoeira porque sou incrível no basquete mas não ao ponto de ser atraído pra um time americano que compete um nível nacional mas… Foi isso que aconteceu. Eu não sabia o que fazer porque não queria deixar vocês, não queria deixar a Minju mas a Yubin e a minha mãe me convenceram que seria melhor. Desse jeito, eu posso ser quem eu quero ser e não vou mais me preocupar com o meu vô. — Disse a última frase sentindo os olhos arderem e as lágrimas começarem a escorrer por seu rosto, tendo uma certa dificuldade em terminar de falar. — Então, eu vou embora… Amanhã! Eu sei que é muito em cima da hora mas eu preciso ir antes pra conseguir terminar minha transferência, a faculdade já abriu muitas exceções na encolha á pedido da minha mãe e eu prefiro ir logo porque se eu ficar mais tempo aqui, eu vou desistir.
"I'm gonna fight to find myself, me and no one else, which way, I can't tell."
Depois de conversar com os amigos e namorada sentiu um peso sair das suas costas, então, decidiu aproveitar a companhia deles pela última vez antes de voltar para república e terminar de arrumar as malas com a ajuda da irmã. E naquele instante, ambos foram pegos de surpresa ao ver Minju jogando as roupas dela dentro de uma mala enquanto dizia que não iria deixá-lo ficar sozinho nunca mais.

I'm afraid of what I've become.

#TW: menção a morte, agressão física, sangue e crise de ansiedade.
13 de outubro, 2020.
A semana que seguia parecia ser uma das mais esperadas por Doyoon devido as extensas aulas práticas marcadas além dos trabalhos técnicos sobre cada especialização, era um momento de grande aprendizado e ele estava ansioso, extasiado para aprender. Desde os acontecimentos no Chuseok, o coreano sentiu que havia dado os primeiros passos para derrubar as barreiras que ele mesmo criou ao redor das suas emoções; na realidade, ele poderia até mesmo dizer que já sentia uma breve diferente porque estava conseguindo se abrir e se expressar melhor com quem ele realmente se importava e uma dessas pessoas era Minju.
Nunca havia se permitido gostar de alguém porque não tinha boas experiências na ala de relacionamentos, tinha medo de se apegar a alguém ou machucar a outra pessoa mas depois de tudo que haviam passado juntos era inegável o sentimento que um tinha pelo outro e assim como em qualquer relacionamento, os dois estavam aprendendo a deixar o outro seguro quando a insegurança batia. Por isso, Doyoon conversou com ela sobre passar a noite de sábado na praia com uma das suas melhores amigas para tentar relaxar, conversar e sei lá, sair da mesmice da semana. E aparentemente, não havia problemas ou desconfiança… Era o que o Kang pensava, bom… Parece que ele estava enganado.
Havia acabado de chegar em sua república, onde decidiu se alocar na sala para finalizar a leitura de uma pesquisa científica de Oncologia, estava refletindo sobre os textos quando Minsu adentrou o cômodo imediatamente chamando sua atenção. — Oi, Minsu. — O cumprimentou com um sorriso largo estampado nos lábios e deixou o texto sobre o sofá. — Faz tempo que a gente não conversa. — Doyoon sentia que fazia uma eternidade desde a última vez que havia conversado ou visto o Choi, claro que sabia que ele possuía ficantes fixos e costumava dormir no quarto deles, mas sempre acabava voltando pro dormitório uma vez ou outra. O conhecia muito bem para perceber que alguma coisa deveria estar incomodando Minsu o fazendo agir desse jeito, tentou puxar assunto discretamente e num tom divertido, logo, completando as palavras anteriores. — Acho que o motivo é a sua irmã. Quando eu tô com ela, não consigo ver e nem notar outra pessoa perto.
Poderia ser clichê dizer uma coisa dessas mas era o que o Kang verdadeiramente sentia e a reação que recebeu de Minsu o fez questionar se tinha escolhido as melhores palavras, se havia mesmo entendido errado a conversa. Conforme mil coisas passavam pela sua mente, seu olhar estava fixo ao do outro e o estômago parecia queimar porque seu maior medo era ter machucado Minju e acabar a perdendo, ele com toda certeza não suportaria essa perda. Suspirou fundo tentando se acalmar e finalmente conseguiu formular uma frase. — Minsu, eu acho que você entendeu errado. Eu saí com a minha amiga, não tem segundas intenções nenhuma, a gente literalmente foi na praia pra passar o tempo e acabamos fumando. Eu real, não sei de onde você tirou que eu quero usar a Minju, eu gosto dela. Eu tenho sentimentos reais, nunca faria nada pra machucar ela.
Doyoon sabia muito bem que os gêmeos assim como ele possuía grande dificuldade em confiar nas outras pessoas devido a traumas passados mas nunca imaginou que Minsu duvidaria de suas intenções porque os irmãos foram os primeiros a saber sobre a história do seu pai, sobre o comportamento abusivo do avô, basicamente sobre toda vida dele. A única coisa que passava em sua mente era que Minju provavelmente havia dito algo para o irmão e escondeu dele; esse pensamento aumentava ainda mais aquela sensação de queimação no estômago, era sua insegurança e seus traumas tomando o controle da situação e duvidando de qualquer coisa que a garota já havia dito para si em ocasiões anteriores. Ele já tinha certeza que tinha perdido ela, na verdade, tinha certeza que nunca havia a tido porque se ela escondeu isso, o que mais poderia ter escondido. E assim que caiu na armadilha da auto-sabotagem, o Kang pegou os textos e estava pronto para levantar do sofá quando Minsu se aproximou, já não se importava mais em ouvi-lo duvidando das suas intenções e decidiu tomar impulso para ir ao quarto.
Estava prestes a sair da sala quando escutou aquilo, ele sabia da saudade que sentia, sabia que ele era orgulhoso e que seu maior medo era não orgulhar o pai. Todo seu corpo entrou em combustão, uma raiva descomunal tomou seu ser e os próximos segundos se passaram em um flash entre esses sentimentos e o arrependimento. Quando tomou conta da situação já era tarde demais, havia socado o colega de quarto e o sangue escorria pelo chão da sala. Em seguida, ouviu a voz alta de Minju na qual ambos trocaram algumas ofensas porque ela não parecia querer ouvi-lo, parecia não querer entender sua explicação, mas querendo ou não, o irmão era prioridade dela e ele não parecia estar nenhum pouco bem.
A dor no estômago voltou a atacar seja pelo estresse da situação, seja por ter lembrado de quando agia dessa forma a pedido do avô o que desencadeou uma crise de ansiedade, o fazendo achar que a melhor solução seria fugir dali; o primeiro lugar que veio em sua mente foi a casa do seu amigo Jaehwan, sabia que seria acolhido e que ele não duvidaria de si. E com esse pensamento, Doyoon simplesmente saiu da república aos prantos.

